Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
A Petrobras produziu uma média de 3,5 milhões de boed (barris de óleo equivalente) de petróleo, LGN (Líquidos de Gás Natural) e gás natural no terceiro trimestre de 2026. Isso representa 11,7% acima do mesmo trimestre do ano passado e 5,3% acima do 2T26, segundo o relatório divulgado pela companhia nesta quarta-feira (28).
O recorde na produção está relacionado, segundo a estatal, pelo maior patamar de eficiência da produção em oito anos, do ramp-up dos FPSOs P-78 e P-79, no campo de Búzios, do atingimento do topo de produção do FPSO Alexandre de Gusmão, no campo de Mero, e do menor volume de perdas por paradas para manutenções.
A companhia também bateu recorde na produção total operada (de 5 milhões de boed, ante os 4,87 milhões de boed no segundo trimestre de 2026), na produção total operada no pré-sal (de 4,46 milhões de boed, ante os 4,24 milhões de boed no trimestre anterior) e na produção total própria no pré-sal (de 2,96 milhões de boed, ante os 2,78 milhões de boed no 2T26).
Derivados
No terceiro trimestre de 2026, as vendas da Petrobras de derivados no mercado interno alcançaram 1.854 mil bpd (barris por dia), o maior volume desde o terceiro trimestre de 2021 e o melhor resultado considerando o parque de refino atual da companhia. Na comparação com o trimestre anterior, o crescimento foi de 6,4%, impulsionado principalmente pela alta de 14,4% nas vendas de diesel e de 9,9% nas de QAV.
O desempenho positivo também se refletiu no mercado externo, onde a Petrobras registrou exportações recordes de 1.251 mbpd de petróleo e derivados. “O crescimento da produção de petróleo foi acompanhado pela integração entre produção, logística e comercialização”, disse a diretora de Logística, Comercialização e Mercados da companhia, Angélica Laureano, no relatório.
Vendas
A Petrobras também registrou um aumento de 6,4%, ante o trimestre anterior, nas vendas de derivados no mercado interno, “favorecidas por fatores sazonais”. O volume passou de 1.742 mil bpd no 2T26 para 1.854 mil bpd no 3T26.
O volume de vendas de diesel cresceu 14,4% (para 849 mil bpd), impulsionado pelo plantio da safra de verão e pela maior atividade industrial, que tradicionalmente ampliam o consumo do combustível no terceiro trimestre. Em sentido oposto, a gasolina apresentou leve queda de 0,7% (para 401 mil bpd), influenciada pelo aumento do teor de etanol anidro na mistura, de 30% para 32%, a partir de 1º de agosto de 2026.





