Geraldo Campos Jr., da Agência iNFRA
O CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) aprovou nesta sexta-feira (6) o Plano Nacional de Transição Energética, apelidado de Plante. O documento traz um catálogo de ações e possibilidades para alcançar a neutralidade de emissões de gases de efeito estufa no setor de energia.
O Plante projeta que, no melhor dos cenários, o país pode alcançar a marca de 81% de fontes renováveis na matriz energética até 2055. Também há a estimativa de que o Brasil alcance um sistema elétrico 99% renovável no período. Atualmente, a matriz energética tem 52% de renovabilidade e a elétrica, 90%.
O plano é estruturado em dois volumes. O volume I apresenta a visão estratégica de longo prazo, enquanto o volume II detalha os ciclos de implementação, com duração de quatro anos. Segundo o MME (Ministério de Minas e Energia), esse desenho mantém estáveis as diretrizes estratégicas e permite atualizar e aprimorar as ações de forma periódica, acompanhando a evolução do cenário econômico e tecnológico.
A implementação das ações do Plante serão avaliadas por ciclos, de quatro anos cada. Para isso, o CNPE também aprovou a criação de um grupo interministerial que apoiará a implementação, o monitoramento, a avaliação e a revisão do plano,
Medidas
Alguns exemplos de ações listadas no Plante para acelerar a transição energética são a regulamentação da atividade de captura e estocagem de carbono; análises para aumento de mandatos de etanol, biodiesel e biometano; e estudos para aumento da eletrificação da mobilidade urbana.
Para o setor elétrico, estão entre as atividades listadas no plano a ampliação de políticas de eficiência energética, a necessidade de investimentos pesados em transmissão de energia para escoar a geração renovável, a contratação de sistemas de baterias, e a elaboração de estudos para expansão do parque hidrelétrico.





