22/01/2026 | 16h48  •  Atualização: 22/01/2026 | 17h01

Acordo UE-Mercosul será pauta prioritária do Parlamento, diz ApexBrasil

Foto: ApexBrasil

da Agência iNFRA

O aprovação nos parlamentos do Brasil e do Mercosul do acordo comercial entre a UE (União Europeia) e o bloco de países sul-americanos será pauta prioritária na volta do legislativo brasileiro. De acordo com o presidente da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Jorge Viana, essa informação foi dada a ele pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em conversa nesta semana.

Em entrevista a jornalistas na sede da agência nesta quinta-feira (22), Viana indicou que tem esperança de que seja possível resolver ainda neste ano a aprovação parlamentar do acordo, etapa necessária para que ele tenha o início de sua efetividade. No Brasil e no Mercosul, ele acredita que isso possa ocorrer ainda no primeiro semestre.

Já na União Europeia, onde o Parlamento Europeu conseguiu aprovar um ato que leva o acordo ao Judiciário, o que pode atrasar o início da vigência em dois anos, Viana afirmou que vê a possibilidade de uma reversão para que possa acelerar o processo. Segundo ele, o lado contrário ao acordo conseguiu se mobilizar melhor para aprovar esse ato, mas isso já foi revertido em outro caso, no acordo da UE com o Canadá.

Para ajudar nessa reversão, o presidente da Apex informou que vai trabalhar em conjunto com o Parlamento brasileiro para que deputados e senadores possam iniciar um diálogo com os parlamentares europeus na tentativa de viabilizar a aprovação. Mas, segundo ele, para isso, é importante que “façamos o dever de casa” e o acordo seja aprovado nos parlamentos dos países sul-americanos.

Outra ação que a Apex vai promover é criar campanhas junto a parlamentares e a população da Europa para melhorar a imagem do Brasil, que, segundo pesquisas feitas pela agência, ficou manchada por atos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele citou dados de que mais de 80% dos parlamentares europeus tinham imagem negativa do Brasil no governo passado.

Para Viana, a aprovação do acordo com a União Europeia vai abrir grandes possibilidades de crescimento nas exportações brasileiras especialmente de produtos industrializados. Ele citou o caso do café solúvel.

O Brasil só exporta 10% do café industrializado usado na União Europeia, em parte por causa de uma tarifa de 9% sobre o produto, que vai acabar em quatro anos após o acordo. O Brasil é o maior produtor de café in natura do planeta. Apresentação da agência sobre novos mercados está neste link.

Índia
Além da União Europeia, Viana citou que outro acordo de livre comércio de grande porte em andamento é com a Índia. Segundo ele, em fevereiro, o Brasil vai levar uma grande missão empresarial para o país asiático em eventos que vão contar com a presença do presidente Lula. A expectativa é que mais de 200 empresários brasileiros estejam no encontro.

Em 2025, segundo dados da Apex, o país teve o maior número de empresas apoiadas pela agência para a execução de exportações, 23.386 no total, sendo a maioria MPEs (Micro e Pequenas Empresas). O número é 13% superior a 2024 e quase o dobro de 2022. 44% do valor das exportações brasileiras vieram de empresas apoiadas pela agência.

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