da Agência iNFRA
A Amig (Associação Brasileira dos Municípios Mineradores) cobrou explicações formais da Vale após dois incidentes ambientais registrados em menos de 24 horas nas minas de Fábrica, em Ouro Preto, e Viga, em Congonhas (MG), que provocaram o extravasamento de estruturas de contenção e o lançamento de água e sedimentos nos rios Goiabeiras e Maranhão.
Em ofício enviado nesta sexta-feira (30), a entidade pediu relatórios técnicos, detalhamento das causas e um plano de ação imediato, além de estabelecer prazo de 15 dias para que a mineradora apresente inventário georreferenciado de suas estruturas geotécnicas no estado, laudos de risco atualizados e medidas preventivas.
Para o presidente da Amig, Marco Antônio Lage, a sequência de ocorrências indica falhas estruturais no controle de riscos da atividade. “Dois incidentes em menos de 24 horas não podem ser tratados como casos isolados”, afirmou.
A associação também criticou a falta de comunicação rápida com as prefeituras, alegando que a ausência de informações dificultou a adoção de medidas de proteção às comunidades.
Prefeito de Congonhas e diretor da Amig, Anderson Cabido disse que o município aplicará novas multas à Vale, mas demonstrou ceticismo quanto à responsabilização judicial. Segundo ele, processos ambientais costumam se arrastar sem punições efetivas, o que deixa os municípios “sem instrumentos para evitar novos episódios”.
A entidade ainda defendeu que recursos da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral) não sejam usados para cobrir danos operacionais, afirmando que a reparação deve ser custeada integralmente pela empresa.





