Após leiloar três lotes de concessões rodoviárias, governo de MT estuda mais sete


da Agência iNFRA

O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, anunciou, durante o leilão de três concessões rodoviárias na última quinta-feira (26), na B3, em São Paulo, que estuda leiloar pelo menos outras sete concessões do setor ainda em seu governo.

Presente à cerimônia, o governador afirmou que o objetivo é transferir à iniciativa privada mais rodovias, mesmo com o plano de asfaltar 2,4 mil quilômetros de rodovias com recursos públicos em seu mandato.

“Já estamos estudando outros sete lotes, totalizando 1,9 mil quilômetros”, disse o governador do estado, que já tem quase 1 mil quilômetros de rodovias concessionadas.

Ele acredita que, em breve, o Mato Grosso já estará produzindo mais de 100 milhões de toneladas de produtos agrícolas por ano e, em 10 anos, mais de 150 milhões de toneladas.

O secretário estadual de infraestrutura, Marcelo de Oliveira, contou que a intenção das concessões atuais e futuras planejadas é criar corredores rodoviários com qualidade que liguem regiões de alta produção agrícola e que têm ferrovia em funcionamento ou planejada, como forma de dar opção logística aos produtores.

Um dos corredores fica entre a região de Água Boa, onde está prevista a chegada da Fico (Ferrovia de Integração do Centro-Oeste) e Rondonópolis, onde a Rumo opera a Malha Norte. O outro corredor rodoviário seria entre Rondonópolis e a região de Sinop, para onde está prevista a chegada da Ferrogrão.

As concessões que já estão previstas para os próximos anos são: MT-010-246 (Cuiabá, Rosário e Jangada), com extensão de 115,8 km; MT-240-326 (Água Boa-Cocalinho), com 152,3 km; MT-020 (Paranatinga-Canarana), com 302,5 km; MT-100 (Alto Araguaia a Ponta do Araguaia), com 227,7 km; MT-343 (Nortelândia-Cáceres), com 279 km; e MT-244-020-140 (Campo Verde-Planalto da Serra), com 119,9 km.

Três lotes leiloados
Três consórcios de empresas sagraram-se vencedores do leilão de quinta-feira, cujas concessões preveem investimentos de R$ 1,4 bilhão.

O Lote 1, com 138,4 quilômetros da MT-220, no trecho entre Tabaporã e Sinop, foi vencido pelo Consórcio Via Norte Sul, formado pelas construtoras Constral e Centro Vias, com desconto de 1% sobre a tarifa do pedágio, que ficará em R$ 8,25. Ele foi disputado com o Consórcio Via Brasil, liderado pela Conasa e com a participação das empresas CLD, Zetta, Engemat, M4 Investimentos, FBS Construção e Ibera

No Lote 2, com 233,2 quilômetros, das rodovias MT-246-343-358-480, nos trechos de Jangada a Itanorte, o Consórcio Via Brasil foi o único a apresentar proposta e venceu a disputa com valor de pedágio de R$ 7,90.

Já no Lote 3, com 140,6 quilômetros da MT-130, entre Primavera do Leste e Paranatinga, o Consórcio Primavera MT, liderado pela Vale do Rio Novo Engenharia e que conta com as construtoras Kamillos, Encalso, Terracon e Trail Infraestrutura, sagrou-se vencedor.

Nesse lote, não houve desconto no valor do teto de pedágio, de R$ 7,90, na disputa com o Via Brasil. Como houve empate no desconto do valor do pedágio, a decisão se deu pelo maior valor de outorga, que foi de R$ 1 milhão do vencedor e de R$ 50 mil do perdedor.

O Lote 3 é de um trecho rodoviário que não teve interessados numa tentativa de leilão em 2018. A diferença dessa vez foi que os investimentos foram mais espalhados ao longo do tempo, o que ampliou a viabilidade da concessão na análise de Camilo Fraga, diretor da Houer Concessões, responsável pela estruturação do projeto.

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