da Agência iNFRA
A taxa de ocupação do transporte aéreo de passageiros em agosto foi de 86%, um recorde para o mês, segundo os dados da demanda global de passageiros divulgados pela Iata (Associação de Transporte Aéreo Internacional). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve um crescimento de 0,1 ponto percentual.
“Os aviões operaram com mais assentos ocupados do que nunca”, disse Willie Walsh, diretor-geral da entidade. Segundo Walsh, apesar das incertezas econômicas e das tensões geopolíticas, a tendência de crescimento global não mostra mais sinais de redução. As programações de outubro mostram que as companhias aéreas têm planos de aumentar a capacidade em 3,4%.
A demanda total, medida em receita por passageiro por quilômetro (RPK), teve uma alta de 4,6% em relação a agosto de 2024. A capacidade total, medida em assentos por quilômetro disponíveis (ASK), cresceu 4,5% no mesmo período. Para o diretor-geral da Iata, o crescimento da demanda confirma que a temporada alta de viagens do verão do hemisfério norte de 2025 alcançou um novo recorde.
A demanda doméstica subiu 1,5% frente a agosto do ano anterior, e a capacidade registrou alta de 1,3%. A taxa de ocupação foi de 86,3% (+0,1 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2024). Já os dados da demanda internacional mostram um avanço de 6,6%, e um crescimento de 6,5% na capacidade, com taxa de ocupação de 85,8%.
Transporte aéreo de carga
A Iata também divulgou os dados de agosto para os mercados globais de carga aérea. Na demanda total, medida em toneladas de carga por quilômetros (CTK), foi registrado um aumento de 4,1% em relação a agosto de 2024, com alta de 5,1% nas operações internacionais.
A capacidade, medida em toneladas de carga por quilômetros disponíveis (ACTK) cresceu 3,7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, com aumento de 5,5% nas operações internacionais.
De acordo com Walsh, a carga aérea se beneficiou da migração do transporte marítimo para o aéreo em alguns bens de alto valor. Segundo ele, “embarcadores buscam minimizar riscos de mudanças tarifárias”.
Entre os outros fatores destacados pela Iata, os preços do combustível de aviação em agosto ficaram 6,4% mais baixos na comparação com o mesmo mês de 2024, completando 14 meses seguidos de queda. Quanto ao desempenho regional, as companhias aéreas registram crescimento na demanda por carga aérea em todas as regiões, exceto na América do Norte, onde as transportadoras tiveram queda de 2,1%.





