21/09/2026 | 15h05

Brava: 1º novo poço de Papa-terra já está interligado ao navio

Foto: Domínio público

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

O diretor de Operações da Brava Energia, Carlos Travassos, disse hoje que o primeiro dos dois novos poços planejados para o campo de Papa-terra, na Bacia de Campos, já está interligado ao FPSO (navio plataforma) e que a companhia está na fase de testes e validação dos sistemas do navio, para começar a produzir de fato. O segundo poço dessa campanha, disse Travassos, já está perfurado e vai começar a ser completado.

“A gente está com uma campanha integrada de perfuração, que envolve dois poços em Papa-Terra e dois poços em Atlanta. Hoje a gente está com um dos poços de Papa-Terra, o PPT 52, perfurado, completado e interligado. Estamos na fase de comissionamento no topside. Então, em breve, a gente espera ter a produção desse poço”, disse Travassos. Ele falou a jornalistas na ROG 2026 (Rio Oil & Gás 2026), evento que acontece no Rio de Janeiro nesta semana.

“E o PPT 53 já está perfurado. A gente acabou a fase de perfuração horizontal com sucesso, que era a fase mais delicada ali. A gente está iniciando agora a completação desse poço. Então ele está exatamente dentro do prazo e do orçamento que a gente previa, não tivemos grandes surpresas”, continuou.

Segundo Travassos, a previsão é produzir por meio desses poços em Papa-Terra ainda no segundo semestre de 2026.

Ele explicou que houve um pequeno atraso na chegada da sonda usada para a campanha, a Lone Star, operada pela Constellation, mas sem que isso represente prejuízo ao cronograma da campanha. Antes, a embarcação estava a serviço da Petrobras. Depois de terminar o serviço em Papa-Terra, ela seguirá para Atlanta, o principal ativo da companhia.

Ecopetrol
Questionado sobre mudanças na estrutura e na estratégia da empresas com a chegada da nova controladora, a estatal colombiana Ecopetrol, Travassos se limitou que o grupo ainda está “tomando pé” da situação.

“A Ecopetrol hoje está tomando pé da situação, olhando reservas, os números, mas a gente não tem ainda nenhum direcionamento de mudança. Isso, possivelmente, vai acontecer nos próximos meses, talvez nas próximas semanas”, disse.

O executivo observou, no entanto, que a chegada da Ecopetrol vai “robustecer” a governança da Brava e agregar em competências, sobretudo nas operações em terra. “A Ecopetrol tem experiência reconhecida em campos onshore, e a gente tem muitos desses campos na Brava. Então estamos muito otimistas com esse movimento”, afirmou.

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