12/03/2026 | 16h08

Brava: Atuação no refino reduz impacto do imposto de exportação de petróleo

Foto: Brava

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

O diretor financeiro da petroleira Brava Energia, Luiz Carvalho, minimizou os efeitos do novo imposto de 12% sobre exportação de petróleo, anunciado na tarde desta quinta-feira (12) pelo governo federal.

O executivo disse que a empresa ainda calcula os impactos da medida sobre a geração de caixa da Brava, mas adiantou que a operação “verticalizada e integrada”, com pé na produção de óleo bruto e também de derivados na refinaria Clara Camarão (RN), protege a empresa contra a medida. Em outras palavras, boa parte da produção de óleo bruto da Brava serve ao negócio de refino da própria empresa, não sendo exportado e, portanto, ficando livre da nova taxa.

Ele destacou que, hoje, só 30% da receita da companhia vem da exportação de petróleo, oriundo principalmente dos campos de Atlanta e Parque das Conchas, situados nas Bacias de Santos e Campos, respectivamente. Esse óleo tem como destino principal países asiáticos, como Singapura.

“Estamos relativamente confortáveis com relação a todas essas mudanças anunciadas hoje. Do ponto de vista do portfólio, a beleza é que a gente tem um portfólio mais verticalizado e integrado, e isso nos protege contra essa medida. A atuação no downstream deixa a gente mais protegido que os “pure players” (agentes puros) do upsteram”, disse Carvalho em teleconferência com analistas sobre os resultados do 4° trimestre de 2025.

A refinaria da Brava no Rio Grande do Norte tem capacidade de produção de 37,7 mil barris por dia, e produz uma gama de derivados que inclui diesel, QAV e Bunker Marítimo. Carvalho afirmou que este último produto estaria fora da lista de produtos taxados para exportação, que inclui o diesel vendido para fora do país. Por decisão do governo, a exportação de diesel também passará a ser taxada em 50%.

Hedge
Ante uma série de perguntas dos analistas sobre o efeito combinado do imposto de exportação e das operações de hedge, Carvalho também minimizou, e disse que a empresa segue se preparando para ser resiliente a um cenário de Brent a US$ 50 no futuro.

As operações de hedge travam os preços das cargas futuras em um determinado patamar de preço, hoje inferior à cotação do Brent, o que impede a empresa de tirar vantagem do cenário de alta de preços. A Brava fez isso para proteger seu caixa das previsões de queda de preços que dominavam o mercado nos primeiros meses do ano, até a escalada do conflito no Oriente Médio.

“Há uma porção significativa da nossa produção exposta ao petróleo de curto prazo, em tela, e há perspectiva de capturar parte desses upsides (alta de preços)”, disse o CFO da Brava, garantindo que o retorno líquido (netback) para a companhia ainda é positivo no atual cenário.

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