Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA*
As altas de preços do cobre e do ouro no mercado internacional compensaram a queda de 3% no faturamento do segmento de minério de ferro no Brasil ao longo do primeiro semestre de 2026, afirmou o presidente do conselho da ABPM (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração), Luis Azevedo. Segundo ele, a maior participação dos dois metais no faturamento da mineração brasileira levou a uma maior diversificação dos produtos minerais no país.
Durante o Invest Mining Summit 2026, Azevedo citou nesta terça-feira (20) que o setor faturou R$ 150 bilhões no primeiro semestre, com uma alta de 8,2% puxada pelos dois metais. “O crescimento, pela primeira vez, não foi puxado pelo minério de ferro, veio do cobre e veio do ouro que aumentaram [o faturamento], respectivamente, em 44% e 41%”, disse ele, mencionando que “infelizmente” os números refletem mais a alta de preço das duas commodities, não o aumento de produção.
(*) O repórter viajou a São Paulo a convite da ABPM (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração)





