15/01/2026 | 19h49

CSN venderá ativos para reduzir dívidas

Foto: CSN

da Agência iNFRA

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) anunciou nesta quinta-feira (15) que iniciará em 2026 o processo de venda de “ativos importantes” nos setores de infraestrutura e cimento com o objetivo de reduzir o endividamento. Na decisão, o conselho de administração da companhia pretende reduzir a alavancagem em até R$ 18 bilhões.

O processo de alienação de ativos envolve a venda de participação minoritária na CSN Infraestrutura, braço de logística e infraestrutura do grupo que controla a ferrovia Transnordestina e dois terminais portuários no Rio de Janeiro, totalizando sete ativos. Também foi incluída no plano a decisão de abrir mão do controle da CSN Cimentos.

“A Companhia pretende dar início, em 2026, à implementação dos movimentos estratégicos necessários para reduzir o endividamento e equacionar a estrutura de capital do Grupo, com a realização da venda de ativos importantes com objetivo de desalavancar entre R$ 15 e R$ 18 bilhões, permitindo a concentração da Companhia nos segmentos de maior rentabilidade, crescimento e sinergias”, destacou a CSN, em comunicado ao mercado.

Com a estratégia, a companhia “pretende alcançar o potencial de, em até oito anos, dobrar o Ebitda [lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização] da CSN e atingir uma alavancagem sustentável em torno de 1x na sua relação dívida líquida/Ebitda”.

Ativos de logística
No setor portuário, o Grupo CSN administra dois terminais no Porto de Itaguaí (RJ). O Tecar é dedicado à movimentação de granéis sólidos, com capacidade para exportar 45 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Nele, chegam o coque e o carvão mineral usados no processo siderúrgico. Outro terminal é o Sepetiba Tecon, de contêineres, considerado um porto concentrador de cargas (Hub Port) e o maior terminal de contêineres do estado.

No setor ferroviário, além de controlar as empresas responsáveis por trechos da Transnordestina (FTL e TLSA), a CSN detém participação na MRS Logística, no eixo Minas Gerais – Rio de Janeiro – São Paulo, onde atende a clientes chamados “heavy haul” (minério, carvão e coque) e clientes de carga geral (cimentos e clínquer).

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