Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
Representantes da administração Donald Trump estiveram nesta sexta-feira (20) em Minas Gerais para visitar o LabFabITR, a fábrica-laboratório de ímãs de terras raras operada pelo Senai. De acordo com a Embaixada dos EUA no Brasil, os encontros tinham como objetivo abordar oportunidades de investimento, inovação e desenvolvimento da capacidade de processamento das substâncias classificadas como minerais críticos.
A delegação americana, liderada pelo encarregado de Negócios da Embaixada e Consulados dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, era composta por representantes do Departamento de Estado, Departamento de Energia, Departamento de Comércio e do Conselho Empresarial Brasil-EUA.
A embaixada americana informou que a agenda também incluiu visitas a uma mina de minério de ferro desativada, em recuperação ambiental, e ao laboratório de microscopia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
“Nossa visita a Minas Gerais reforçou que o Brasil conta com um setor de mineração transparente, instituições sólidas, ampla expertise e tecnologia de ponta. Uma parceria de benefício mútuo em minerais críticos entre os Estados Unidos e o Brasil faz muito sentido”, disse Escobar, em nota da embaixada americana. A autoridade americana já vinha mantendo contato com setor mineral brasileiro desde o tarifaço anunciado por Trump no ano passado.
A visita a Minas Gerais ocorre na mesma semana de realização do Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, classificado pela organização como o “maior evento” do setor na América Latina. Este encontro reuniu cerca de 300 representantes dos setores público e privado para explorar oportunidades de investimento e potenciais formas de cooperação bilateral no setor de minerais críticos, informou a representação americana.




