da Agência iNFRA
O preço da energia livre no Brasil interrompeu uma trajetória de queda iniciada em 2021 e levou a uma perda de R$ 9,3 bilhões em competitividade energética em um ano, segundo nota técnica publicada nesta segunda-feira (15) pelo MBC (Movimento Brasil Competitivo). O estudo foi desenvolvido para o Observatório do Custo Brasil e mostra como o encarecimento da energia elétrica impacta diretamente sobre a competitividade do setor produtivo brasileiro.
A economia potencial capturada pelo país no setor elétrico em 2024 foi de R$ 104,4 bilhões, frente a um potencial estimado calculado em R$ 121,3 bilhões, baseado nos padrões médios de tarifas de energia observados em países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O resultado corresponde a um aproveitamento real de 86% do potencial do país.
O indicador de economia potencial em 2021 foi de R$ 1,9 bilhão e evoluiu em trajetória ascendente para R$ 32 bilhões em 2022, e R$ 113,7 bilhões em 2023. Isso se deveu à redução nos preços da energia livre nestes anos, quando o valor médio foi de R$ 441,7/MWh para R$ 354,9/MWh. Já em 2024, o preço voltou a subir, com valor médio de R$ 438,5/MWh.
Na comparação com a média tarifária dos países da OCDE, o Brasil tem potencial relevante para ampliar a competitividade e reduzir os custos estruturais ligados ao consumo de energia. O levantamento do MBC indica que o impacto da energia cara afeta toda a cadeia econômica, pressionando os custos de produção, reduzindo a competitividade e contribuindo para a inflação.





