da Agência iNFRA
O CFO (Chief Financial Officer) do Grupo Abra, holding da Gol e da Avianca, Manuel Irarrázaval, disse nesta terça-feira (31) que o mecanismo de precificação do QAV (Querosene de Aviação) pela Petrobras, reajustado mensalmente considerando período do mês anterior, possibilita que as companhias aéreas tenham mais tempo para absorver a alta de custo, repassando parte desse aumento para as tarifas.
“No Brasil, em particular, o mecanismo de precificação de combustíveis implementado pela Petrobras permite que as empresas sintam o impacto do preço dos combustíveis com um mês de atraso, dando tempo para repassar parte dessa variação para o preço final”, disse o executivo durante conferência sobre os resultados da Abra no 4º trimestre de 2025.
Como mostrou a Agência iNFRA, o reajuste planejado pela Petrobras para o mês de abril, que precisa ser anunciado até esta quarta-feira (1º), é de 54,6%, embora a empresa ainda esteja avaliando internamente se há forma de escalonar esse repasse.
Irarrázaval pontuou que um reajuste na casa de 55% para abril ainda seria menor que o comportamento do combustível no restante do mundo, em que o preço praticamente dobrou. Ele lembrou, contudo, que “provavelmente em maio” haverá uma nova alta anunciada pela Petrobras.
Em termos de demanda no Brasil, a companhia apontou que ainda está monitorando a situação, mas observou que se as reservas de curto prazo diminuírem será um “forte sinal” de que é preciso reduzir a oferta de assentos.
No último trimestre de 2025, a Gol conseguiu reduzir 72,7% do seu prejuízo líquido em relação ao mesmo período do ano passado, com patamar agora fechado em R$ 1,39 bilhão.





