da Agência iNFRA
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) avalia que a continuidade do conflito no Oriente Médio pode elevar os custos de gás natural e energia elétrica no Brasil, com impacto direto sobre a competitividade industrial. O alerta consta em nota técnica divulgada pelo Coinfra (Conselho de Infraestrutura) da entidade nesta segunda-feira (16).
Segundo a CNI, a escalada das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além de riscos de restrição no Estreito de Ormuz, pode afetar cadeias produtivas ligadas ao petróleo, gás natural e transporte, em razão da volatilidade dos preços internacionais.
A entidade explica que parte relevante dos contratos de gás natural consumido pela indústria brasileira é indexada ao brent, enquanto o gás destinado às termelétricas segue o JKM (Japan Korea Marker, um índice asiático). Esses contratos costumam ser reajustados trimestralmente com base na média dos últimos 90 dias.
De acordo com a nota, o barril do brent já atingiu US$ 100, enquanto o JKM acumula alta de cerca de 50%. Se esse cenário persistir, os reajustes poderão ser repassados aos contratos a partir de maio de 2026.
O aumento pode pressionar os custos de fertilizantes produzidos com gás natural, elevar despesas em setores como química, siderurgia, petroquímica, cerâmica e vidro.
LRCAP
Diante da instabilidade no mercado internacional de GNL (Gás Natural Liquefeito), a entidade também vê risco para novos projetos de usinas termelétricas movidos a gás, especialmente aqueles que pretendem disputar o LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade em forma de Potência), marcado para a próxima quarta-feira (18).






