O capital privado responde por 83,9% do total investido em infraestrutura no Brasil em 2025, representando o maior percentual já registrado desde o início da série histórica do Livro Azul da Infraestrutura, em 2010. Os dados constam da edição de 2025, divulgada durante o Abdib Experience, nesta quarta-feira (26).
Do total de R$ 280 bilhões aplicados no setor este ano, R$ 234,9 bilhões têm origem privada, enquanto apenas R$ 45,1 bilhões são recursos públicos. O estudo projeta um ciclo de investimentos de R$ 400 bilhões em obras até 2030.
Atualmente, encontram-se em estruturação 469 projetos de infraestrutura, que demandarão R$ 757 bilhões em investimentos. Desse montante, R$ 327 bilhões destinam-se a projetos federais e R$ 430 bilhões a iniciativas estaduais e municipais. A carteira abrange áreas de Energia, Saneamento, Transporte/Logística e Infra Social.
O Sudeste concentra a maior parte dos novos investimentos (R$ 270,7 bilhões), seguido por Nordeste (R$ 75,9 bilhões), Centro-Oeste (R$ 32,1 bilhões), Norte (R$ 27,1 bilhões) e Sul (R$ 24,1 bilhões).
O hiato de investimentos – diferença entre o valor aplicado e o necessário – registrou queda de 2,1% para 1,7% do PIB entre 2022 e 2025. Contudo, o país ainda precisa aplicar R$ 497,7 bilhões anualmente durante dez anos para suprir as necessidades de infraestrutura, de acordo com o levantamento.
No evento, o presidente-executivo da Abdib, Venilton Tadini, afirmou que o país vive um “novo padrão” de investimentos, mas criticou a priorização orçamentária. “É inconcebível que o país destine mais de R$ 50 bilhões para emendas parlamentares e não tenha dinheiro para financiar a infraestrutura, essencial para o desenvolvimento”, declarou.





