da Agência iNFRA
O MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional) viabilizou, ao longo de 2025, a captação de quase R$ 10 bilhões para ampliar a oferta de crédito voltada a projetos de desenvolvimento regional sustentável nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os recursos serão direcionados, principalmente, a iniciativas nas áreas de bioeconomia, saneamento e energia renovável.
A estratégia é conduzida pela SNFI (Secretaria Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros) e envolve a aprovação, pela Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos), de solicitações para alavancar investimentos na Amazônia e nas demais regiões atendidas pelos FDRs (Fundos de Desenvolvimento Regional), que concedem crédito a projetos de infraestrutura por meio de chamamentos públicos conduzidos pela Sudam, Sudeco e Sudene. As superintendências são responsáveis por definir critérios de aplicação, selecionar projetos, administrar os recursos e acompanhar a execução e os resultados dos financiamentos.
A captação decorre da formalização de parcerias entre o MIDR e quatro organismos multilaterais: BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), AFD (Agência Francesa de Desenvolvimento), Banco Mundial e NDB (Novo Banco de Desenvolvimento).
A assinatura dos contratos de financiamento com estes organismos multilaterais está prevista para este ano. Segundo o MIDR, após a formalização, os valores serão incorporados aos FDRs por meio da LOA (Lei Orçamentária Anual), seguindo um cronograma de desembolsos definido na aprovação das cartas-consultas pela Cofiex.
Para empresas e consórcios interessados nas linhas de crédito, os financiamentos dos FDRs apresentam condições mais vantajosas em relação ao mercado, com encargos financeiros inferiores aos indexados à taxa Selic, conforme explica o coordenador-geral de Políticas e Normas dos FDRs, Gessé Santana Borges.
Propostas em curso
Entre as negociações em estágio mais avançado está a parceria com a AFD. Durante a COP30, em 2025, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e o diretor-presidente do Grupo AFD, Rémy Rioux, firmaram protocolo que abriu caminho para a contratação de R$ 1,85 bilhão. Os recursos deverão reforçar os investimentos em saneamento, mobilidade sustentável, bioeconomia e energia renovável nas regiões atendidas pelos fundos.





