Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O segmento de minerais críticos – com demanda crescente no setores de transição energética, alta tecnologia e indústria de defesa – deve receber investimento de US$ 21,3 bilhões entre 2026 e 2030, informou nesta terça-feira (3) o Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração). Esse valor representa alta de 15,2% em relação aos US$ 18,5 bilhões projetados para o ciclo anterior (2025-2029).
Dados do Ibram mostram que o aporte de recursos em projetos relacionados aos minerais críticos cresce em ritmo mais acelerado do que no setor mineral como um todo. Até 2030, a mineração brasileira deve colocar US$ 76,9 bilhões no país, alta de 12,5% em relação ao período anterior.
O Ibram considera como minerais críticos as seguintes substâncias: grafita, vanádio, nióbio, cobre, níquel, terras raras, bauxita, lítio, titânio e zinco. Alguns desses minerais contam com maior volume de investimento projetado do que a média da categoria nos próximos cinco anos, como zinco (982%), cobre (18%) e níquel (24%).
“Estamos mostrando ao mundo que o Brasil é player nisso”, disse o vice-presidente do instituto, Fernando Azevedo, ressaltando que o país conta com “reservas substanciais de minérios importantes” no atual contexto geopolítico.
Demais investimentos
O volume de investimento na exploração e produção de minério de ferro foi estimado em US$ 19,9 bilhões entre 2026 e 2030, com variação de 1,1% em relação ao período anterior.
O maior investimento atribuído às ações socioambientais, no montante de US$ 14,7 bilhões até 2030. Frente ao ciclo anterior, a variação do montante projetado foi de 29,7%.
O setor de fertilizantes deve ter aumento de 23,3% no volume de investimento em cinco anos, alcançando US$ 6,9 bilhões.
Faturamento
O setor mineral registrou o faturamento de R$ 298,8 bilhões em 2025, com alta de 10,3% em relação a 2024 (R$ 270,8 bilhões). No caso do minério de ferro, que respondeu por 52,6% do faturamento do setor, houve queda de 2,2% no mesmo período, registrando R$ 157,2 bilhões. Esse comportamento foi justificado pela queda na cotação, que chegou a atingir US$ 134 dólares a tonelada em janeiro de 2024 e atingiu patamares abaixo de US$ 100 ao longo do ano passado.
Os segmentos de ouro e cobre, que tiveram alta expressivas nos preços internacionais, registraram aumento do faturamento de 68,8% e 50,1%, respectivamente, no ano passado.





