da Agência iNFRA
Com mais de dez anos em operação, o ONTL (Observatório Nacional de Transporte e Logística), da Infra S.A., tornou-se um instrumento essencial para a retroalimentação de informações no planejamento de transportes do país. O entendimento é da superintendente de Inteligência de Mercado da Infra S.A., Lilian Campos, em entrevista ao Estúdio iNFRA. Segundo ela, o produto hoje é um “organismo vivo” que subsidia não só a estatal de planejamento e estruturação como as decisões de governo, além de ter virado uma referência no mercado para outras instituições que querem desenvolver o mesmo tipo de ferramenta.
“O observatório, como esse instrumento de inteligência da Infra S.A., subsidia o planejamento. Aí o processo de planejamento executa e gera os seus artefatos. Um deles é o Plano Nacional de Logística, e temos também os planos setoriais. E esses artefatos são retroalimentados no observatório”, explicou Campos no último dia 2, durante o Agenda Infra Brasil, evento realizado pela Agência iNFRA em Brasília. Na entrevista, ela também falou sobre o local voltado à inovação dentro da Infra S.A., que acontece pelo Espaço Conecta.
A superintendente de Planejamento e Estudos de Transportes, Samantha Albuquerque, destacou o trabalho da estatal na produção dos Pelts (Planos Estatuais de Logística e Transporte). Atualmente, a Infra S.A. atende a seis estados, fornecendo os instrumentos para estes entes otimizarem a rede intermodal de transportes.
“Quando a gente começa a fazer o Pelt de um estado, pegamos todos os dados de contagem que eles têm, além dos nossos, e aí conseguimos com isso calibrar a nossa matriz. Quanto mais dados nós temos, melhor o nosso produto final fica. Isso tem fortalecido muito os nossos produtos, para eles realmente serem aderentes à realidade”, disse Albuquerque.
Ela ainda ressaltou a atuação da superintendência na entrega dos Planos Mestres Portuários, ferramenta que faz um diagnóstico do porto, das cargas futuras e gargalos. No último dia 30, a empresa concluiu o Plano Mestre do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina, no Paraná. “Foi o primeiro que fizemos na nova metodologia desenvolvida”, contou.






