13/03/2026 | 12h11  •  Atualização: 13/03/2026 | 12h38

Petrobras reajusta diesel em R$ 0,38 por litro (11,6%) em suas refinarias

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

A Petrobras vai ajustar o preço do diesel em suas refinarias em R$ 0,38 por litro, ou 11,6%, informou a estatal nesta sexta-feira (13). Este será o preço acessado pelas distribuidoras a partir deste sábado (14).

“Considerando a mistura obrigatória de 85% de diesel A e 15% de biodiesel, o ajuste é equivalente a R$ 0,32 por litro sobre o diesel B comercializado nos postos. Dessa forma, o preço médio do diesel A praticado pela companhia para as distribuidoras passará a ser R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B comercializado nos postos será, em média, de R$ 3,10”, informou a Petrobras em nota.

Segundo a empresa, o impacto do reajuste para o consumidor final será “mitigado” pela zeragem de impostos federais incidentes sobre o diesel.

O movimento da Petrobras vem um dia depois do anúncio do pacote de medidas do governo federal que visa reduzir o impacto da escalada das cotações do petróleo e seus derivados, ligado à guerra no Oriente Médio, no mercado doméstico. O governo zerou o PIS/Cofins até o fim de maio, além de anunciar uma subvenção estimada em R$ 10 bilhões para produtores e importadores de diesel, tudo a ser compensado por um imposto sobre a exportação de petróleo bruto (12%) e diesel (50%).

Ainda que atenue a pressão sobre os preços, ligada à diferença entre os valores praticados nas refinarias da estatal e o PPI (Preço de Paridade de Importação) acessado pelos importadores, o aumento da Petrobras elimina apenas parcialmente essa defasagem.

De fato, segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), a defasagem dos preços da Petrobras na comparação com os praticados no Golfo do México (EUA) era de 72% no fechamento do mercado na quinta-feira (12).

A Petrobras não reconhece os cálculo do PPI da Abicom como válido para a sua realidade por uma série de motivos, como a não incidência do custo de frete marítimo sobre seus preços; o tamanho de sua produção e participação de mercado, que permitem ganhos de escala a serem observados na formação do preço de refinaria; e a diversidade de origens e preços do produto importado, com o diesel russo, e seus preços descontados, majoritários no mercado de importação brasileiro pelo menos desde março de 2022.

*Reportagem atualizada às 12h35 de 13 de março com informações adicionais.

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