da Agência iNFRA
A Petrobras informou nesta quarta-feira (1º) que vai oferecer ao mercado de distribuidoras um termo de adesão para reduzir os efeitos do reajuste do preço do QAV (querosene de aviação), escalonando a alta. O instrumento será disponibilizado até segunda-feira (6), mas valerá retroativamente, desde 1º de abril.
“A iniciativa permite que as distribuidoras que atendem aviação comercial paguem um aumento de apenas 18% em abril no preço do QAV, percentual menor que o reajuste de 54,8% previsto em contrato. A diferença poderá ser parcelada em seis vezes pelos clientes da Petrobras, com primeira parcela a partir de julho de 2026”, informou a estatal.
O mecanismo de parcelamento que reduz os efeitos dos reajustes poderá ser ofertado em maio e junho, com parâmetros ainda a serem calculados.
Escalonamento
O formato do escalonamento foi costurado dentro da estatal a pedido do governo, mais especificamente da Casa Civil e do MPor (Ministério dos Transportes), atentos ao impacto da alta nos custos da empresas áreas. O combustível representa cerca de 35% da estrutura de custos dessas empresas.
Diferente do diesel e da gasolina, o reajuste do QAV Petrobras às distribuidoras é menos flexível e incide nos contratos em todo início de mês. A fórmula considera a variação do PPI (Preço de Paridade de Importação) para o QAV produzido no Golfo do México (EUA), fator da equação que disparou, além das variações de câmbio e frete marítimo.
Pesa, ainda, o AFRMM (Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante). A fórmula observa o comportamento dos parâmetros sempre para um mesmo intervalo, no caso do percentual de abril, entre os dias 24 de fevereiro e 23 de março. Esse período abarca pelo menos três semanas inteiras da guerra no Oriente Médio.
*Texto atualizado às 15h30 de 1º de abril para acrescentar contextualização e link do documento divulgado pela Petrobras.





