da Agência iNFRA
Dados divulgados pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram que a produção brasileira de petróleo e gás natural alcançou, em 2025, o maior nível da série histórica. Segundo o boletim mensal da produção, a média anual foi de 4,897 milhões de boe/d (barris de óleo equivalente por dia), volume 13,3% superior ao de 2024 e 12,7% acima do recorde anterior, registrado em 2023.
O petróleo respondeu por 3,77 milhões de barris diários no ano, alta de 12,3% na comparação anual. Já o gás natural atingiu média de 179 milhões de metros cúbicos por dia, crescimento de 17% frente ao ano anterior.
A maior parte da extração continuou concentrada no pré-sal, responsável por 79,6% da produção nacional. As áreas do pós-sal representaram 15,5%, enquanto os campos terrestres ficaram com 4,9%.
Em dezembro, a produção total somou 5,237 milhões de boe/d. Desse volume, 4,015 milhões de barris por dia foram de petróleo e 194,3 milhões de metros cúbicos diários de gás natural. Em relação a novembro, ambos registraram aumento de 6,4%. Na comparação com dezembro de 2024, as altas foram de 17,4% e 20,6%, respectivamente.
O pré-sal respondeu sozinho por 4,164 milhões de boe/d no mês, com operação de 175 poços. O aproveitamento do gás natural chegou a 97,5%, enquanto a queima recuou para 4,86 milhões de metros cúbicos por dia.
Os campos marítimos concentraram quase toda a produção nacional, com 97,9% do petróleo e 86,5% do gás. A Petrobras, isoladamente ou em consórcio, participou de 90% do volume extraído. O campo de Tupi, na Bacia de Santos, foi o maior produtor do mês, e as plataformas com maior produção foram a FPSO Almirante Tamandaré, em Búzios, no petróleo, e a FPSO Guanabara, em Mero, no gás.





