da Agência iNFRA
A Petrobras operou suas refinarias com FUT (Fator de Utilização Total) médio de 92% entre 2023 e 2025, acima dos 88% registrados em 2022. No período, a companhia elevou em 3% a produção média de derivados e expandiu em mais de 20% a capacidade de produção de diesel S-10, com acréscimo de 138 mil barris por dia.
Segundo a companhia, o aumento foi viabilizado por projetos nas refinarias Reduc, Replan, Revap e Rnest, reduzindo a dependência de importações e contribuindo para a melhora da qualidade do ar, já que o diesel S-10 tem menor teor de enxofre. A estatal também registrou recordes de produção: a gasolina cresceu 9,3% e o diesel 3,1%, com médias de 419 mil barris/dia e 452 mil barris/dia, respectivamente.
A capacidade de processamento de petróleo aumentou em cerca de 48 mil barris por dia, com destaque para a Rnest (+42 mil bpd) e a RPBC (+6 mil bpd). Para 2026, estão previstas novas ampliações na Replan e na Revap, além do avanço do Trem 2 da Rnest, que pode adicionar até 130 mil barris/dia.
No biorefino, a Petrobras já produz diesel R, com capacidade de 74 mil m³ por mês, e prepara a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) a partir de 2027. A empresa também conduz licitação para instalar a primeira planta dedicada a combustíveis 100% renováveis na Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, com capacidade de 15 mil barris/dia.
A companhia ainda ampliou a oferta de gás natural em cerca de 21 milhões de metros cúbicos por dia com novas infraestruturas do Rota 3 e do Complexo Energias Boaventura, e investe em geração solar no refino, com usinas que devem elevar a capacidade instalada para 42 MW até o fim do ano.





