da Agência iNFRA
A Ferrovia Transnordestina iniciou operações experimentais entre o Piauí e o Ceará para estruturar sua base de clientes e definir o modelo comercial que deverá vigorar até a conclusão total do projeto, prevista para 2028. Os testes aproximam a operadora TLSA (Transnordestina Logística S/A) do setor produtivo e servem para ajustar custos, contratos e a cadeia logística do transporte ferroviário.
Segundo a TLSA, a procura pelo serviço aumentou após as primeiras viagens-teste, realizadas com cargas de milho e sorgo. As operações funcionam como ensaios práticos do modelo de contratação, que permitirá o transporte sob demanda, com vagões contratados individualmente por diferentes empresas em uma mesma composição ferroviária.
A Tijuca Alimentos foi a primeira empresa a participar das operações experimentais. Os grãos foram transportados por caminhões até o terminal de Bela Vista do Piauí (PI), seguiram pela ferrovia até Iguatu (CE) e, de lá, retornaram ao modal rodoviário para distribuição às unidades industriais da companhia. De acordo com a empresa, mesmo com a ferrovia ainda incompleta, a expectativa é de redução de custos em relação ao transporte exclusivamente rodoviário quando o sistema estiver plenamente operacional.
A TLSA afirma que os testes ajudam a desenhar soluções logísticas específicas para cada tipo de carga, incluindo a integração com terminais privados de armazenagem e transbordo. O modelo prevê que clientes possam contratar apenas o transporte ferroviário ou combinar serviços com operadores de terminais, além de arranjos em que o investidor do terminal também atue como comprador da carga.
A ferrovia já obteve autorizações da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e licença de operação do Ibama para os trechos em teste. A empresa planeja implantar entre seis e oito terminais logísticos ao longo da linha, em estados como Piauí, Pernambuco e Ceará, incluindo a conexão com o Porto do Pecém, para atender fluxos internos e de exportação.





