Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou nesta quinta-feira (15) que o aumento de produção e eficiência operacional nos segmentos de cobre e níquel deve aumentar a participação da subsidiária VBM (Vale Base Metals) nos resultados da holding. A declaração foi dada na participação do executivo no “FT Mining Summit”, em Londres.
“A VBM hoje representa cerca de 30% da contribuição global do Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] da Vale. Posso ver que isso ultrapassará os 40% nos próximos anos”, afirmou o CEO da Vale.
No evento, o presidente da Vale disse que não há um plano “iminente” de fazer um IPO, oferta pública de ações em bolsa, da VBM. “Há muitas sinergias entre as duas organizações para levarmos isso adiante. O IPO pode ser um caminho se em algum momento quisermos explorar os mercados de capitais para financiar competitivamente algumas dessas oportunidades”, respondeu o executivo ao ser questionado.
Posição ‘subestimada’
Pimenta disse ainda que a atuação da mineradora no setor de cobre ainda é “subestimada” pelo mercado. Ele afirmou que a previsão de aumento da produção desse metal crítico vai contribuir com maior diversificação ao portfólio de produtos minerais, sem tirar a posição de destaque do minério de ferro.
“Acredito firmemente que nossa história com o cobre é a mais subestimada do setor atualmente. Temos o maior crescimento entre as grandes empresas”, destacou Pimenta, ao participar do “FT Mining Summit”, em Londres.
O CEO da Vale reforçou que a mineradora já produz cerca de 380 mil toneladas de cobre por ano, com a previsão de alcançar 700 mil toneladas nos próximos anos, especialmente em Carajás (PA). Segundo ele, essa operação tem a vantagem de contar com uma “intensidade de capital muito baixa”.
“Em média, um projeto desenvolvido pela Vale tem metade da intensidade de capital de um projeto ‘greenfield’ típico porque temos ferrovia, porto, toda a infraestrutura já pronta no Brasil para implantar”, destacou o executivo.





