Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O vice-presidente-executivo técnico da Vale, Rafael Bittar, defendeu nesta terça-feira (20) que a estratégia de verticalizar a cadeia de minerais críticos, usados na transição energética, não faz sentido para todas as substâncias. Ele exemplificou os casos do cobre e do níquel, duas maiores apostas da mineradora no segmento, e disse ser preciso avaliar a realidade de cada commodity mineral.
Para ele, o alto valor agregado no concentrado de cobre requer foco na abertura de novas minas e não na transformação mais profunda do mineral. “Da mesma forma o níquel, da mesma forma o minério de ferro, da mesma forma o ouro. São materiais que já tem um certo valor”, ressaltou durante o Invest Mining Summit 2026.
“Numa neoindustrialização, as cadeias de minerais críticos vão trazer uma contribuição adicional ao PIB, como as baterias, mas é importante a gente separar. Algumas commodities, você não tem necessidade de verticalizar”, disse Bittar.





