da Agência iNFRA
As vendas de cimento no Brasil totalizaram 5,3 milhões de toneladas em janeiro, alta de 1,1% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 8% frente a dezembro, segundo relatório setorial divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas). Por dia útil, a comercialização alcançou 223,9 mil toneladas, avanço de 3,3% na comparação anual.
O desempenho mantém a trajetória de crescimento observada nos últimos dois anos e ocorre mesmo com o volume elevado de chuvas nas regiões Sul e Sudeste. De acordo com o setor, o resultado é sustentado pelo aquecimento do mercado de trabalho e pelo aumento da renda. A taxa de desemprego fechou o ano em 5,1%, o menor nível desde 2012, com 103 milhões de pessoas ocupadas. A renda média mensal chegou a R$ 3.560, e o emprego formal somou 38,9 milhões de vagas.
A confiança da construção atingiu o maior nível desde março de 2025, impulsionada por obras de infraestrutura, contratações do programa MCMV (Minha Casa, Minha Vida) e novas regras de financiamento habitacional. Até setembro do ano passado, os lançamentos do programa cresceram 7,9% e as vendas, 15,5%.
Apesar do avanço, o setor aponta entraves como a taxa Selic em 15% ao ano, o alto endividamento das famílias — em 49,77% da renda — e a inadimplência, que atinge 81,2 milhões de pessoas. A escassez de mão de obra na construção também é citada como desafio para 2026.
De acordo com o levantamento, as perspectivas permanecem positivas, com expectativa de desaceleração da inflação e possível redução dos juros ao longo do ano. Também mantém investimentos em eficiência energética e redução de emissões, incluindo participação no futuro mercado de carbono e adoção de matérias-primas e combustíveis alternativos.





