da Agência iNFRA
O deputado e ex-ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (União-PE), defendeu nesta terça-feira (2) que os custos de investimentos em “robustez” no sistema elétrico sejam considerados no preço real da energia de fontes renováveis. O parlamentar, que relata a MP (Medida Provisória) 1.300, foi questionado sobre as dificuldades de operação do sistema diante da expansão da MMGD (Micro e Minigeração Distribuída).
“Não é justo com o consumidor brasileiro falar que a energia custa R$ 180 ou R$ 280, uma energia limpa, produzida nos ventos de estados do Nordeste, ou do sol do Pernambuco, do Piauí, mas esconder do consumidor que para ele poder receber essa energia aí na Faria Lima, em São Paulo, a gente tem que gastar R$ 4 bilhões ou R$ 7 bilhões em uma linha de transmissão, por exemplo”, disse em participação no Fórum Análise Setorial, da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia).
Coelho Filho também disse ser favorável a um “sinal de preço correto” da energia ao consumidor. “Assim a gente começa a conseguir educar, porque você só educa mesmo quando pega no bolso”, afirmou.
Ele ainda ressaltou a necessidade de geração de energia firme – como termelétricas e hidrelétricas com reservatórios – para que a expansão das renováveis continue: “com a matriz que a gente tem, a gente precisa de muita energia firme para poder a gente continuar tendo esse crescimento como a gente tem, lastreado, e é o que a gente quer e se orgulha de ter, das renováveis”.







