da Agência iNFRA
O Tribunal do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) analisará a aquisição da Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia) pela Sabesp, após o presidente do órgão, Gustavo Augusto Freitas, determinar, nesta terça-feira (6), que um recurso apresentado pelo fundo Phoenix seja sorteado a um dos integrantes do Tribunal. O negócio havia sido aprovado em rito sumário pelo Superintendente-Geral da autarquia, Alexandre Barreto, em dezembro.
O recurso foi apresentado depois de o fundo, do empresário Nelson Tanure, ter o pedido para atuar no processo como “terceiro interessado” negado por falta de “pertinência” ou “utilidade da intervenção” da empresa no caso.
Ao analisar o novo pedido da empresa, o presidente da autarquia afirmou entender que a Phoenix “não se enquadra como simples colaboradora externa e terceira da instrução, mas como parte diretamente afetada pela operação, eis que se trata da pretensa controladora do ativo-alvo. Por essa razão, em um exame inicial, reconheço a sua legitimidade recursal”.
A Emae foi privatizada em 2024, sendo arrematada pelo fundo Phoenix. Em outubro de 2025, a empresa foi vendida à Sabesp pela Vórtx para execução de dívidas da Phoenix.





