09/01/2026 | 16h33  •  Atualização: 09/01/2026 | 16h42

Silveira: Perfuração da Petrobras no Amapá volta em no máximo 30 dias

Foto: Domínio público

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quinta-feira (8), que deve ser retomada em “no máximo 30 dias” a construção do poço exploratório Morpho, da Petrobras, na Bacia da Foz do Amazonas. A atividade foi interrompida após um vazamento de fluido de perfuração, identificado e já contido pela estatal. Ainda assim, o retorno das atividades está condicionado à autorização expressa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), conforme ofício da agência enviado à estatal na última quarta-feira (7).

Em reunião com técnicos da ANP realizada também na quarta-feira, a Petrobras estimou um “impacto preliminar” na operação de dez a 15 dias, “condicionado aos resultados da inspeção e ações corretivas”, conforme relatado na ata do encontro, obtida pela Agência iNFRA.

A jornalistas, Silveira disse, ainda, ter sido informado que o incidente não vai comprometer a operação e que a Petrobras já atua para retomá-la.

“A informação que tive é de que não tem nada que possa ter impacto, que comprometa [a perfuração]. É uma questão menos relevante. Mas, é claro, com todo o cuidado que requer a parte ambiental, que a Petrobras está fazendo um ‘checklist’ para poder dar continuidade à atividade. Vai levar 30 dias no máximo”, disse o ministro.

Ao mencionar um checklist, o ministro fazia referência à obrigação de a Petrobras apresentar à ANP, previamente a liberação da atividade, um diagnóstico inicial do incidente, com suas “causas imediatas e impactos sobre as barreiras de segurança e sobre a operação”, assim como “ações mitigadoras das causas estabelecidas”. Trata-se de exigência da SSO (Superintendência de Segurança Operacional da Agência).

Na reunião com a ANP, a Petrobras informou ainda não possuir um diagnóstico preliminar, o que aconteceria após a retirada do riser (tubo flexível, no caso de injeção de fluido) e inspeção na superfície.

Segundo o relatório da reguladora, com informações fornecidas pela estatal, foi atribuído ao incidente risco de dano à saúde humana e dano ao meio ambiente. O vazamento constatado em inspeção de um robô subaquático da Petrobras na linha flexível, a uma profundidade de 2.700 metros, liberou ao mar 18.440 mil litros de produto, entre vazamento e escapamento durante reparo, na madrugada do dia 4 de janeiro.

O relatório também traz o nome comercial do fluido, “Rheliant System”, e a composição: 1-Tetradeceno (30% – 60%); Barita (15% – 40%); Hexadec-1-ene (10% – 30%); Cloreto de Sódio (7% – 13%); Carbonato de Cálcio (3% – 7%); Ácidos gordos, óleo alto, produtos de reação com dietilenotriamina, anidrido maleico, tetraetilenopentamina e trietilenotetramina (1% – 5%); além de Sílica Cristalina (1% – 5%).

Em nota, a estatal minimizou o vazamento do produto químico em duas linhas que conectam a sonda de perfuração ao poço, alegando contenção e isolamento imediatos. A companhia ainda reforçou que o fluido utilizado atenderia aos “limites de toxicidade permitidos, sendo biodegradável”, o que descartaria dano ao meio ambiente ou às pessoas. Nos bastidores, a avaliação é de que o incidente não limitará a operação e que a repercussão se deve ao contexto prévio de sensibilidade da operação, cujo licenciamento por órgãos ambientais levou anos.

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