Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
As fábricas de fertilizantes nitrogenados da Petrobras no Sergipe e na Bahia, as Fafens, iniciaram ou ampliaram operação neste início de janeiro, informou nesta terça-feira (13) a estatal.
O investimento inicial para a partida das duas plantas, que estavam paradas desde 2023, foi de R$ 76 milhões, metade para cada uma, segundo a companhia. A retomada acontece após a resolução de imbróglio com a antiga arrendatária, a Unigel (2019-2023), que devolveu as instalações à Petrobras. A estatal promoveu, então, a licitação de um contrato de O&M (Operação e Manutenção), vencida pela empresa de engenharia Engeman.
A planta de Sergipe, que já vinha produzindo amônia desde 31 de dezembro, iniciou, em 3 de janeiro, a produção de ureia. Localizada no município de Laranjeiras (SE), a fábrica tem capacidade de produzir 1.800 toneladas por dia de ureia, o equivalente a 7% do mercado nacional.
Já a fábrica da Bahia teve a manutenção concluída no fim de 2025 e agora está em etapa de comissionamento da partida, com expectativa de início da produção de ureia até o fim deste mês. Neste caso, a unidade localizada em Camaçari, pode produzir 1.300 toneladas por dia de ureia, cerca de 5% do mercado nacional do produto. A operação da Fafen-BA contempla também os Terminais Marítimos de Amônia e Ureia no Porto de Aratu, na cidade de Candeias.
Estratégicas
Juntas, as duas fábricas de fertilizantes, em Sergipe e na Bahia, vão produzir amônia, ureia e ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo), com expectativa de gerar 1,3 mil empregos diretos e pouco mais de 4 mil indiretos.
“As duas Fafens, juntamente com a Araucária Nitrogenados S.A (Ansa), outra fábrica nacional de fertilizantes da Petrobras, instalada no Paraná, responderão por 20% de toda a demanda de ureia do Brasil. A expectativa é elevar a produção nacional para 35% nos próximos anos, com uma nova planta em construção no Mato Grosso do Sul”, escreveu em comunicado o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França.
O executivo lembra que toda a ureia consumida no Brasil atualmente é importada. Assim, com a retomada da produção nacional, a Petrobras amplia a oferta do insumo no mercado interno, reduz a dependência externa e fortalece a cadeia produtiva do agronegócio. Segundo ele, também se trataria de uma ação estratégica do ponto de vista da Petrobras, que poderia alocar o gás produzido pela companhia como matéria-prima.
Segundo a Petrobras, a produção de nitrogenados da Petrobras vai contribuir principalmente para recuperar a capacidade nacional de fabricação de insumos para o agronegócio, com ureia fertilizante e ureia para alimentação de ruminantes, podendo também atender às indústrias têxtil, de tintas e de papel e celulose.







