Geraldo Campos Jr., da Agência iNFRA
O Grupo Equatorial está traçando estratégias para manter os consumidores de baixa tensão mesmo com a abertura do mercado livre de energia, que começará em 2027. Segundo Mauricio Velloso, diretor de Inovação, Clientes e Serviços da empresa, o tema vem sendo estudado em duas frentes: ampliar a satisfação dos clientes das distribuidoras do grupo e desenvolver produtos para atrair novos consumidores.
“Estamos estudando isso a fundo, olhando como foi a abertura em outros países. Do ponto de vista de distribuição, vamos seguir a regulação e nossa missão será ter o cliente cada vez mais satisfeito. Ele precisa estar satisfeito para continuar como nosso cliente. Temos feito um grande trabalho focado nisso”, afirmou em conversa com jornalistas.
Por outro lado, segundo Velloso, o grupo também já prepara suas áreas de comercialização e geração para as oportunidades que virão com a abertura do mercado. “Já estamos discutindo ofertas de produtos para esse mercado de baixa tensão, que entendemos que vai ser um mercado cada vez mais digital”.
“Vai ter um processo de digitalização muito grande na aquisição de energia. Hoje, na alta tensão, o atendimento das comercializadoras é mais personalizado através de consultores, gerentes de contas, etc. Quando for para baixa tensão, que só no nosso caso são mais de 14 milhões de clientes que estarão aptos, é um processo que vai ter que ser muito digital. Na minha visão vai ter abertura de muito marketplace para você poder fazer sua escolha”, destacou o diretor.
Na estratégia de aumento da satisfação dos consumidores, Velloso pontuou os investimentos em redes e em inovação, como o sistema ADMS (implantação do Advanced Distribution Management System), que será implantado em todas as concessões do grupo até 2027 com o investimento de R$ 170 milhões. A tecnologia permite maior automatização e digitalização da rede, auxiliando no atendimento mais rápido de ocorrências.
Ele também mencionou investimentos que estão sendo realizados na resiliência das redes, que permitem a recomposição mais rápida do fornecimento em caso de eventos extremos. Como resultado, o DEC (indicador de duração média das interrupções) caiu em todas as concessões do grupo. No caso do Rio Grande do Sul, um dos estados que mais sofre com essas ocorrências, o DEC da CEEE, controlada pela Equatorial, teve queda de 20 horas médias para 11 horas em 2025, segundo o executivo.





