da Agência iNFRA
O setor de transporte deve ganhar papel estratégico em 2026 com a ampliação do comércio exterior e novos investimentos em logística, impulsionados pelo acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. A avaliação é do Boletim de Conjuntura Econômica, divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte).
Segundo a entidade, o tratado cria um mercado integrado de mais de 730 milhões de consumidores e tende a elevar gradualmente o fluxo de cargas, exigindo expansão de infraestrutura, terminais e sistemas operacionais mais eficientes.
Apesar das oportunidades, o setor ainda enfrenta entraves. A CNT aponta que a retração de 6,6% nas exportações brasileiras aos Estados Unidos em 2025, após a imposição de tarifas adicionais, afetou segmentos como minérios, madeira, papel, combustíveis e siderurgia, com impacto direto sobre a demanda por transporte de cargas. Os juros elevados no Brasil também seguem pressionando a competitividade das empresas.
Mesmo nesse cenário, a atividade mantém desempenho acima do período pré-pandemia. O volume de serviços de transporte está 22,9% acima do nível de fevereiro de 2020. O transporte de cargas opera 40,5% acima desse patamar e avançou 4,6% na comparação anual. Já o transporte de passageiros acumula alta de 7,3% em 2025.
Do lado dos custos, o ambiente foi mais favorável. A inflação do grupo Transportes ficou em 3,07% em 12 meses, abaixo do IPCA geral (4,26%). O diesel subiu apenas 0,76% no ano, enquanto pedágios registraram queda de 2,41%, ajudando a dar maior previsibilidade às despesas do setor.





