27/03/2026 | 12h05  •  Atualização: 27/03/2026 | 15h02

Leilão de transmissão tem alta participação e deságios de até 54,8%

Foto: Domínio público

Geraldo Campos Jr., da Agência iNFRA

O primeiro leilão de transmissão de energia de 2026, realizado nesta sexta-feira (27) pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), teve todos os cinco lotes arrematados, contratando R$ 3,3 bilhões em investimentos na expansão da rede. O certame foi marcado por alta participação de agentes, mas nenhuma disputa chegou à fase de viva-voz. Ainda assim, foram alcançados deságios expressivos em relação à receita anual das vencedoras, que alcançaram 54,8%.

As empresas Engie e Cymi foram as maiores vencedoras, com dois lotes arrematados por cada. A Engie ficou com os lotes 2 e 3, sendo este último o maior do certame, com divisão em quatro sublotes. A Cymi Construções e Participações arrematou os lotes 1 e 5. Já o empreendimento 4 teve como vencedor o Consórcio BR2ET (formado pelas empresas Emin, Brasiluz, Brenergia e Raff Geração e Comércio de Energia).

Veja os vencedores por lote:

  • Lote 1: Cymi Construções e Participações – deságio de 46,8%
  • Lote 2: Engie – deságio de 46,9%
  • Lote 3 (com quatro sublotes): Engie – deságio de 54,8%
  • Lote 4: Consórcio BR2ET Transmissora – deságio de 37,9%
  • Lote 5: Cymi Construções e Participações – deságio de 50,9%

O certame destinou-se à construção e manutenção de 798 quilômetros em linhas de transmissão e de 2.150 MVA em expansão da capacidade. Os empreendimentos estão localizados em 11 estados: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe, Santa Catarina, São Paulo. O prazo para conclusão das obras varia de 42 a 60 meses, dependendo da complexidade da construção.

Os valores de receita anual permitida propostos pelos vencedores, de R$ 286,1 milhões, foram 50,7% menores que o teto de R$ 580,4 milhões estabelecido pela ANEEL. Essa receita anual, que é cobrada na tarifa de energia elétrica, remunera os agentes para a construção e manutenção dos empreendimentos leiloados ao longo de 30 anos.

O diretor relator do leilão, Fernando Mosna, destacou que o deságio médio foi o maior desde 2020. “O resultado positivo é fruto da estratégia da agência em dividir lotes em sublotes, como ocorreu no lote 3”, ressaltou Mosna.

Próximo certame

O secretário de Leilões da ANEEL, Ivo Nazareno, afirmou a jornalistas após a realização do certame que está prevista para abril a abertura de consulta pública para o segundo leilão de transmissão de 2026, que deve ser ainda maior. A expectativa, segundo ele, é de lotes que ultrapassem os R$ 20 bilhões em investimentos, com realização de outubro.

Além deste, um outro certame pode ser realizado antes, com os lotes que estavam previstos para este primeiro leilão do ano mas foram retirados pela ANEEL, dividindo a licitação em duas. Esses empreendimentos estão atualmente sob concessão da MEZ Energia e aguardam decisão final do TCU (Tribunal de Contas da União) para a confirmação da oferta.

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