Rodrigo Zuquim, da Agência iNFRA
O Grupo J&F, dos Irmãos Batista, busca aprovar no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) a aquisição do controle da Borborema Energética. A empresa é operadora da UTE (Usina Termelétrica) Campina Grande, localizada na Paraíba, com potência de 169 MW (Megawatts). Um formulário para aprovação da operação foi submetido ao órgão na última quarta-feira (6).
A Borborema é controlada pela Brasilterm, do Grupo Bolognesi, atuante no setor de geração de energia elétrica com termelétricas, PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), hidrelétricas e eólicas. A empresa paraibana fazia parte do portfólio da Multiner, adquirida pelo grupo em operação consolidada no último mês de março, após longa disputa societária iniciada em 2012.
No Diário Oficial da União desta sexta-feira (8), o órgão antitruste publicou o Edital 327, de 7 de maio de 2026, que torna pública a instauração de ato de concentração para análise da operação. Se aprovada, a aquisição amplia a participação no setor pela J&F, que integrará seus negócios de gás natural e energia, segundo anunciou no último mês de abril.
Recentemente, a UTE Campina Grande teve a operação comercial suspensa pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). De acordo com nota técnica da SFT (Superintendência de Fiscalização Técnica) da reguladora, a suspensão decorreu da falta de “condições necessárias à manutenção de sua situação operacional de operação comercial”.
Ainda segundo o órgão, a UTE Campina Grande vem se declarando indisponível para programação e despacho pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), “por restrição operativa e manutenção”, desde 10 de janeiro de 2025.
A empresa alegou à ANEEL que a indisponibilidade se deve a processo de reestruturação operacional. Declarou, ainda, que a usina estava cadastrada e habilitada para participar no LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência) de 2026. No entanto, a térmica não ficou entre as vencedoras.





