Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O presidente Lula afirmou nesta sexta-feira (29) que vê com preocupação a possibilidade dos Estados Unidos ameaçarem a soberania do Brasil no controle das riquezas naturais, incluindo os minerais críticos. A declaração foi dada durante evento oficial, em Sergipe, ao comentar a decisão da administração Donald Trump de classificar facções criminosas no país como organizações terroristas internacionais.
“Tenho a preocupação porque temos muitos minerais críticos, muitas terras raras, temos muito minério, nós ainda temos ouro, ainda temos muito diamante, temos a maior floresta tropical do mundo, 12% da água doce, e daqui a pouco eles dizem ‘a Amazônia é nossa’”, disse Lula.
No discurso, o presidente defendeu que todos os países devem ser respeitados independentemente do porte. Ele disse que trata “um país pequeno” com o mesmo respeito que trata a China, a Rússia e os Estados Unidos.
O novo tratamento às facções do crime organizado, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), foi anunciado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. No evento, Lula ressaltou que estava “triste” com a decisão e, segundo ele, o chefe do Departamento de Estado americano não estava no encontro da comitiva brasileira com o Trump, na Casa Branca, quando teria entregue a proposta de cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado.
O presidente brasileiro disse que o Brasil não aceita ser tratado como “moleque” ou “republiqueta”. Lula criticou o senador Flávio Bolsonaro, seu adversário na corrida pela reeleição ao Palácio do Planalto, por ir aos EUA “pedir intervenção americana” no Brasil. “Eles estão incomodados porque sabem que vou ganhar outra vez as eleições para a Presidência da República”, disse.






