Geraldo Campos Jr., da Agência iNFRA
O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Thiago Prado, disse nesta terça-feira (2) na CME (Comissão de Minas e Energia) da Câmara dos Deputados que o eventual cancelamento ou suspensão do LRCAP 2026 “implicará necessariamente em um segundo leilão”. Segundo ele, no entanto, o novo certame pode ter custos maiores com combustíveis e no fornecimento de turbinas.
“Seria um leilão em que os novos empreendedores teriam que negociar contratos mais longos para fornecimento dessas máquinas (turbinas), a outros preços. E o preço dos combustíveis que a gente já travou neste leilão também terá que ser renegociado, em um contexto em que a gente tem instabilidade internacional com o fornecimento de gás natural e combustíveis líquidos”, disse.
Prado afirmou que a mudança de preço-teto foi feita para garantir que não haveria descobertura contratual no curto prazo e nem atraso das entregas no médio prazo. Ele ainda disse que somando os deságios de todos os produtos, houve um “custo evitado” de R$ 8 bilhões, resultando em uma economia de R$ 94 bilhões no horizonte em relação ao que estava sendo praticado antes.






