da Agência iNFRA
O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou nesta quarta-feira (17) que a carteira de projetos para pontes será levada a leilão na B3. Ele convidou o setor rodoviário a estudar as modelagens. Embora elas não prevejam cobrança de tarifa, o ministro avaliou que os ativos podem ser interessantes para os operadores atuais.
“São projetos de longo prazo. O DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes] vai inovar fazendo projetos com leilões na B3”, disse Santoro na abertura da Bienal das Rodovias 2026 – A Força da Regulação Brasileira, evento organizado pela ABCR (Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias), que acontece em Brasília nesta quarta-feira e quinta-feira (18).
O ministro lembrou que a modelagem vai utilizar a solução do Crema (Programa de Contratação, Restauração e Manutenção), em contratos com prazo de dez anos. Segundo ele, haverá contraprestação do orçamento público, embora o governo não classifique os projetos como PPPs (Parcerias Público-Privadas).
Como mostrou a Agência iNFRA, o Ministério dos Transportes pretende lançar ainda em 2026 um pacote de leilões de pontes rodoviárias que precisam ser recuperadas. São mais de 500 ativos no pacote, que será dividido por estado e região em oito lotes.
Já a primeira PPP federal da pasta será destinada para operação e manutenção da BR-319/AM, aliada a governança ambiental do retorno da rodovia, que também foi destacada por Santoro em sua fala.
Infra S.A.
O ministro também ressaltou a trajetória financeira da Infra S.A., estatal que estrutura projetos para a pasta. Segundo Santoro, há uma agenda em andamento para que a empresa se torne não dependente do Tesouro num prazo de três anos. “É um combinado que fizemos com a diretoria, com o conselho de administração da empresa. A Infra S.A. vai ter receita própria suficiente”, disse.





