22/09/2026 | 18h47

Shell continua buscando oportunidades de crescimento no país, afirma CEO

Foto: Domínio público

Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA

O Brasil continua sendo um local muito atraente e a Shell continua buscando oportunidades de crescimento no país, disse o CEO da companhia, Wael Sawan, nesta terça-feira (22) durante a ROG.e 2026, antiga Rio Oil & Gas, que está sendo realizada no Riocentro, no Rio de Janeiro (RJ). Atualmente, a Shell produz cerca de 500 mil boed (barris de óleo equivalente por dia) no país, considerando a produção de petróleo e gás natural por consorciado, ficando atrás somente da Petrobras. No entanto, segundo o CEO, a empresa não quer tratar essa posição “privilegiada” como algo garantido.

“Pelo contrário, buscamos oportunidades para continuar fortalecendo essa posição. O setor tem visto a nossa participação em rodadas de exploração. Historicamente, avaliamos blocos na área da Bacia de Pelotas e na região sudoeste de Santos, e continuamos buscando outras oportunidades de crescimento no Brasil. Em suma, nosso interesse em expandir além de nossas posições atuais permanece muito forte”, disse o executivo.

Em Pelotas, a Shell arrematou 29 blocos em parceria com a Petrobras e com a CNOOC, sendo a Petrobras operadora. O consórcio Petrobras (70%) e Shell (30%) é responsável pela operação de 26 blocos, enquanto o consórcio Petrobras (50%), Shell (30%) e CNOOC (20%) opera os três blocos restantes. Todas as áreas foram adquiridas no 4º Ciclo da OPC (Oferta Permanente de Concessão), realizado em 2023. Já na Bacia de Santos, a companhia adquiriu quatro blocos de forma integral no 5º Ciclo da OPC, realizado em 2025, e seis blocos em parceria com a Ecopetrol – sendo Shell 70% e Ecopetrol 30% – no 3º Ciclo da OPC, realizado em 2022.

De acordo com o presidente da companhia, a experiência que a Shell possui em águas profundas – adquirida no Brasil, no Golfo do México e na Nigéria – proporciona a oportunidade de gerar valor para possíveis novos ativos. “O Brasil tem sido e continua sendo um local muito atraente para continuarmos investindo, por alguns motivos. Em primeiro lugar, temos uma longa história no país. O Brasil tornou-se um dos principais polos de atuação da Shell. Além disso, mantemos parcerias excelentes com empresas como a Petrobras, com quem trabalhamos há mais de 50 anos. Esse contexto, aliado à importância de políticas governamentais estáveis, é fundamental para planejarmos investimentos de longo prazo”, explicou Sawan.

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