Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
A Exxon Mobil deve solicitar licença ambiental para iniciar perfuração exploratória e começar a buscar petróleos em blocos que divide com a Petrobras na margem equatorial. A informação é da diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, que disse, nesta quarta-feira (23), que a estatal teve conversas com a petroleira americana.
Consorciadas, Petrobras e Exxon arremataram dez blocos na Bacia da Foz do Amazonas no leilão de concessão realizado em junho do ano passado. Metade desses blocos são operados pela Exxon e, a outra metade pela Petrobras.
“Nós conversamos com a Exxon. Agora a ideia é, também, que eles, como operadores, demandem uma licença. Pedir a licença para furar nos blocos deles, em que nós somos parceiros”, disse Sylvia a jornalistas após painel na ROG 2026 (Rio Oil & Gás 2026), que acontece esta semana no Rio de Janeiro.
No primeiro dia do evento, Anjos já tinha mencionado a importância de obter novas licenças ambientais na Margem Equatorial que permitam a empresa repor suas reservas, no que mencionou a parceria com Exxon Mobil.
Nesta terça-feira (23), o vice-presidente sênior de Águas Profundas da Exxon, Hunter Farris, disse que a Margem Equatorial representa um novo capítulo para a indústria no Brasil, definindo-a como “excelente”.
Sísmica 3D
A diretora da Petrobras confirmou, também, que a estatal brasileira integra o pool de clientes que contratou a sísmica 3D da SLB e da Shearwater para a Bacia da Foz do Amazonas.
No grupo contratante estão, também, Exxon e Chevron. Segundo Sylvia, a área da sísmica engloba o bloco em que a Petrobras perfura atualmente, o FZA-M-59. O procedimento pode tornar os perfis geológicos da região ainda mais claros, aumentando a chance de sucesso das perfurações.
Sem Venezuela
Questionada sobre interesse na Venezuela, Sylvia Anjos afirmou que a companhia não planeja, por ora, investir no país e está mais interessada na costa atlântica da África, onde tem feito aquisições. Na semana passada, a Petrobras assinou contrato de exploração e produção relativo a oito blocos no mar da Costa do Marfim.
No continente africano, a companhia já tem presença em São Tomé e Príncipe, negocia blocos em Gana, e estuda a costa de Namíbia e África do Sul. Nesta semana também foi assinado um memorando de entendimento com a estatal moçambicana ENH (Empresa Nacional de Hidrocarbonetos).






