Marisa Wanzeller*, da Agência iNFRA
A Gasmig (Companhia de Gás de Minas Gerais) planeja lançar no início de 2027 uma plataforma de mercado secundário de gás. A ideia é que empresas possam negociar a molécula no sistema de negociação a ser ofertado pela companhia.
O CEO, Gustavo De Marchi, destacou em evento nesta quinta-feira (1º), em Belo Horizonte (MG), que a Gasmig “quer deixar de ser uma mera provedora de utilities e passar a ser um hub de soluções energéticas”.
A plataforma permitirá a conexão de empresas com sobra de molécula contratada com outras empresas que queiram comprar esse insumo sobrante. Dessa forma, contribuindo para reduzir a perda de gás e aumentar a circulação na infraestrutura da Gasmig.
Rodrigo Pazzini, diretor Técnico-Comercial da empresa, explica que a partir da iniciativa será possível desenhar contratos mais flexíveis aos seus clientes, com tarifas diferenciadas. “Quanto mais gás circular, mais resultado eu trago”, explicou.
“Essa é a possibilidade para que eu consiga ter tarifas diferenciadas para algumas situações (…) Poderemos, quem sabe, flexibilizar contratos de longo prazo”.
Mineração
A Gasmig também poderá favorecer a descarbonização da atividade minerária no estado. Pazzini destacou que ainda há espaço para que as mineradoras substituam o uso de óleo diesel por gás natural, avançando na transição energética.
A infraestrutura da Gasmig passa por onde estão praticamente todas as mineradoras de Minas Gerais, informou o diretor. Onde não há gasoduto, a companhia pode atender também com fornecimento de GNL (Gás Natural Liquefeito) e de GNC (Gás Natural Comprimido) e, ainda, de biometano.
O evento foi realizado pela Gasmig nesta quinta-feira (1º) na Casa Rosada, na capital mineira, e contou com a presença de empresários do setor mineral, representantes do governo estadual e também do governo federal.
*A jornalista viajou a convite da Gasmig





