22/10/2026 | 17h39

Secretário do MME defende modelo de leilão de gás com reserva por setor

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA

O secretário de Petróleo e Gás do MME (Ministério de Minas e Energia), Renato Dutra, defendeu o modelo do leilão de gás natural da União realizado nesta quinta-feira (22). Os volumes foram reservados a diferentes setores da indústria a fim de viabilizar seu acesso à molécula com preço competitivo para cada realidade.

Segundo Dutra, o leilão dos 1,1 milhão de m³/dia (metros cúbicos por dia) a serem entregues entre março e dezembro de 2027 vai entrar para a história como um “leading case” de entrega de preços competitivos de gás para a indústria nacional. A PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.) estima um preço final médio de US$ 5,83/MMBtu.

“A divisão do certame por setores comprovou que existe um viés de precificação específico para cada setor industrial. E essa divisão permitiu que a gente alcançasse os objetivos que pretendíamos”, afirmou Dutra em entrevista coletiva após o certame.

O secretário também destacou que houve uma variedade regional das empresas dentro dos setores. “No setor siderúrgico, metalúrgico e de mineração, por exemplo, as empresas [no caso, a Vale, CSN, Gerdau, Samarco e Ternium] estão espalhadas em pelo menos 10 estados”, disse. Por fim, Renato afirmou que a não realização de uma segunda rodada é uma evidência de que existe demanda reprimida para o gás natural “com valor competitivo” na indústria.

“Se a gente chegou ao final vendendo gás perto de US$ 6/MMBtu, é porque existe condição adequada. Imagino que isso vai pautar as próximas discussões em relação ao preço”, completou o presidente da PPSA, Luis Fernando Paroli.

Ele destacou, ainda, que a empresa pública vai fazer um monitoramento para que as empresas vencedoras não vendam o gás com uma margem sobre o preço do leilão.

“Se a indústria tiver uma parada ou uma dificuldade, a gente vai permitir que ela repasse o gás para alguém da mesma indústria ou que participou do leilão, mas nas mesmas condições do certame. Não queremos que a comercializadora compre o gás e ganhe dinheiro em cima da política pública, e existem penalidades para isso”, disse Paroli.

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