da Agência iNFRA
A Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) destacou que os setores químico, petroquímico e de fertilizantes nitrogenados contrataram 480 mil m³/dia de gás natural, o equivalente a cerca de 44% do volume comercializado no primeiro Leilão de Gás Natural da União, realizado nesta quinta-feira (22) pela PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.). Segundo a entidade, a destinação dos volumes atende a um pleito apresentado ao MME (Ministério de Minas e Energia) para ampliar o acesso da indústria ao insumo a preços competitivos.
Do total contratado, 350 mil m³/dia foram destinados aos setores químico e petroquímico, com aquisições por Braskem, Rhodia, Evonik, Ingredion e Peróxidos do Brasil. Outros 130 mil m³/dia foram arrematados por Yara Fertilizantes e Multitécnica Industrial, do segmento de fertilizantes nitrogenados.
Segundo a Abiquim, o preço médio de comercialização do gás no leilão foi de US$ 5,16 por milhão de BTU, ante aproximadamente US$ 10 por milhão de BTU praticados atualmente, sem considerar os custos de transporte e distribuição. A associação afirmou que o resultado representa um avanço na ampliação da oferta de gás do pré-sal para a indústria, após três anos de discussões sobre o tema.
Apesar do resultado, a entidade defendeu a redução das tarifas de transporte e distribuição para que os preços obtidos no leilão se reflitam nos custos das indústrias. O gás será entregue na saída da Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí, no Complexo de Energias Boaventura, no Rio de Janeiro, cabendo aos compradores contratar o transporte até suas unidades consumidoras.
“Agora, transportadoras e distribuidoras também precisam contribuir para a redução dos custos, com tarifas que permitam aproveitar o gás natural a preços competitivos”, afirmou o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro





