Geraldo Campos Jr., da Agência iNFRA
A diretoria da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta terça-feira (14) um reajuste médio de 9,63% nas tarifas da Energisa Sul Sudeste. Os novos índices terão validade retroativa a partir de 12 de julho. A distribuidora atende a aproximadamente 905 mil unidades consumidoras e tem sede em Presidente Prudente (SP).
De acordo com os números da revisão periódica, o aumento será de 9,99% para consumidores conectados à alta tensão, e de 9,49% para os ligados à rede de baixa tensão. Os itens de maior peso no reajuste foram a parcela de remuneração da distribuidora e os custos com transmissão de energia. Por outro lado, o repasse de créditos de ICMS aos consumidores contribuiu para reduzir os índices em cerca de 3,34%.
MMGD
A distribuidora pleiteou no processo um índice maior de perdas técnicas de energia, em função de impactos da alta penetração de MMGD (Mini e Microgeração Distribuída), solicitando um reconhecimento maior de alimentadores de rede em condições consideradas atípicas por causa da inserção da energia dos painéis solares.
A área técnica da ANEEL defendeu que fossem declarados como atípicos apenas 25% dos equipamentos – patamar que já foi o adotado na revisão recente da Energisa Minas Rio. Isso reduziria o percentual de perdas técnicas requerido pela empresa e, consequentemente, o reajuste.
Esse entendimento chegou a ser apresentado pelo relator, diretor Gentil Nogueira, mas depois foi alterado por sugestão do diretor Fernando Mosna. Assim, foram reconhecidos como atípicos todos os alimentadores da distribuidora com presença de GD significativa, o que elevou o percentual de perdas técnicas e aumentou ligeiramente o reajuste médio, antes projetado em 9,44%.






