da Agência iNFRA
As autorizações de pesquisa mineral para terras raras no Brasil cresceram 485,4% entre 2021 e 2025, segundo dados divulgados pela ANM (Agência Nacional de Mineração) nesta quarta-feira (14). Atualmente, o país possui 3.067 áreas em fase de pesquisa mineral, enquanto apenas quatro áreas estão em lavra ativa, todas localizadas em Goiás.
Em 2025, o Brasil produziu 326 toneladas de concentrado de óxidos de terras raras. No comércio exterior, as exportações do concentrado somaram US$ 14,9 milhões, enquanto as importações de produtos da indústria de transformação mineral, como óxidos de terras raras e ímãs, chegaram a US$ 30,6 milhões.
Além das áreas em pesquisa, o país possui 78 áreas com relatório final de pesquisa aprovado, em fase de requerimento de lavra ou com direito de solicitá-la. Outras 75 localidades com potencial mineral foram identificadas pelo SGB (Serviço Geológico do Brasil). Segundo a ANM, a diferença entre o número de áreas pesquisadas e aquelas em produção está relacionada às etapas de desenvolvimento dos projetos, que envolvem investimentos elevados e processos de licenciamento ambiental.
As informações estão disponíveis no Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, plataforma da ANM que reúne dados sobre pesquisa, produção, localização de minas, mercado de trabalho e comércio exterior de substâncias consideradas estratégicas para o país.
O portal também apresenta informações sobre outros minerais, como ouro, cobre, lítio, níquel e nióbio. No caso do ouro, os dados apontam 504 lavras com produção ativa e produção de 71,1 toneladas em 2025, com valor de R$ 41,7 bilhões. As exportações do mineral somaram US$ 6,59 bilhões no período.





