da Agência iNFRA
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgou, nesta segunda-feira (26), o resultado da Chamada Pública de Mitigação Climática, que selecionou sete fundos de investimento voltados ao financiamento de projetos ligados à transição ecológica, restauração ambiental e descarbonização da economia. Por meio da BNDESPar, o banco poderá aportar até R$ 4,3 bilhões, valor que deve atrair aproximadamente R$ 16,2 bilhões adicionais do setor privado para iniciativas climáticas no país.
Lançada em setembro de 2025, a chamada recebeu 45 propostas apresentadas por gestores nacionais e estrangeiros. Ao final da análise, foram escolhidos cinco fundos de equity e dois fundos de crédito, organizados em duas frentes principais: Transformação Ecológica e Soluções Baseadas na Natureza.
Na categoria de Transformação Ecológica, foram selecionados três fundos de equity: o Catalytic Transition Fund Brazil FIP Multiestratégia, com possibilidade de aporte de até R$ 1 bilhão pelo BNDES; o EB Clima II – Transição Energética & Descarbonização IS FIP Multiestratégia, com até R$ 500 milhões; e o Generation Just Climate Brasil FIP, que poderá receber até R$ 800 milhões.
Já na vertente de Soluções Baseadas na Natureza, os fundos de equity escolhidos foram o Patria Latam Reforest Fund I FIP Multiestratégia IS, com aporte potencial de até R$ 500 milhões, e o The Amazon Reforestation Fund II FIP Multiestratégia IS – Mombak, também com até R$ 500 milhões. Completam a lista dois fundos de crédito, ambos enquadrados em Transformação Ecológica: o Vinci Crédito Soluções Climáticas FIC FIM e o FIDC Clima Riza Farma, cada um com possibilidade de receber até R$ 500 milhões.
Entre os projetos contemplados estão iniciativas de restauração de mais de 90 mil hectares nos biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, além de ações voltadas à descarbonização industrial, economia circular, biocombustíveis, hidrogênio verde e desenvolvimento de tecnologias para redução de emissões.
Os fundos selecionados seguem agora para a fase de diligência e de definição das condições finais de investimento, etapa que antecede a formalização dos aportes.
Setores de atuação
Os fundos de Transformação Ecológica concentram-se em setores considerados estratégicos, como indústria de baixo carbono, incluindo aço e cimento verdes, minerais críticos, hidrogênio e biomassa, além de resíduos, economia circular, sistemas alimentares sustentáveis, energia renovável, eletrificação, digitalização e soluções de armazenamento de energia.
Já os fundos de Soluções Baseadas na Natureza priorizam a recuperação de áreas degradadas, com foco na restauração de florestas nativas no Arco da Restauração, na Amazônia, e também nos biomas Cerrado e Mata Atlântica. As iniciativas incluem restauração produtiva por meio de sistemas agroflorestais e de silvicultura sustentável integrada à lavoura, à pecuária e à floresta.




