da Agência iNFRA
A alteração na metodologia de cálculo das tarifas de pedágio para veículos comerciais, prevista nos projetos da sexta etapa do Programa de Concessões de Rodovias Federais, deve aumentar o valor cobrado a caminhões e ônibus, segundo apontou a CNT (Confederação Nacional do Transporte). A entidade disse em nota que solicitou ao Ministério dos Transportes os fundamentos técnicos, econômicos e regulatórios usados na mudança.
A nova metodologia adota um novo multiplicador que eleva de duas para três vezes a TBP (Tarifa Básica de Pedágio) por eixo, o que, segundo a CNT, refletirá diretamente na atividade transportadora. “A mudança já havia sido questionada em julho pela ANUT (Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga), que estimou, com base em sete projetos de concessão, um custo adicional de R$ 42 bilhões em pedágios ao longo da vigência dos contratos”, lembrou a confederação.
O ministério teria respondido à CNT que a mudança feita leva em consideração o impacto dos veículos comerciais sobre a infraestrutura rodoviária. Mas a entidade reitera a necessidade de conhecer os estudos que fundamentaram a nova metodologia. O presidente da CNT, Vander Costa, defendeu que “mudanças na política tarifária precisam considerar a realidade operacional do setor e seus possíveis reflexos para as empresas, os usuários e toda a cadeia produtiva”.
De acordo com a confederação, no âmbito do transporte rodoviário de cargas, a mudança pode repercutir sobre o valor do frete, os custos logísticos e os preços dos produtos transportados. Já no transporte de passageiros, pode afetar empresas que operam linhas em trechos concedidos e, em consequência, as tarifas pagas pelos usuários.




