da Agência iNFRA
A sete anos do prazo para universalização do saneamento básico, o Brasil ainda está distante das metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento Básico, que prevê que, até 2033, 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto.
Dados do Sinisa (Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico), ano-base 2024, mostram que cerca de 33 milhões de brasileiros (15,9%) ainda não têm acesso à água potável, enquanto aproximadamente 90 milhões (43,3%) vivem sem coleta de esgoto. Além disso, apenas 51,8% do esgoto gerado no país é tratado. O levantamento também aponta que 39,5% da água potável é perdida antes de chegar às residências.
Em 2024, os investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário somaram R$ 29,13 bilhões — R$ 15,07 bilhões destinados à água e R$ 14,06 bilhões ao esgoto. O valor representa aumento de 10,7% em relação a 2023, quando os aportes totalizaram R$ 26,31 bilhões.
Apesar do crescimento, especialistas avaliam que será necessário ampliar significativamente os investimentos para cumprir as metas dentro do prazo. Estudo do Instituto Trata Brasil estima que a universalização entre 2021 e 2040 pode gerar R$ 1,455 trilhão em benefícios econômicos e sociais, frente a custos projetados de R$ 639 bilhões, resultando em saldo positivo de R$ 816 bilhões no período.
Com milhões de brasileiros ainda em condições precárias de saneamento, o tema deve ganhar relevância no debate público, especialmente em ano eleitoral, diante do impacto direto sobre saúde, qualidade de vida e desenvolvimento socioeconômico.





