da Agência iNFRA
A Equinor, a Embrapii, o CP2B (Centro Paulista de Estudos em Biogás e Bioprodutos) da Unicamp e o LNBR (Laboratório Nacional de Biorrenováveis) lançaram nesta quinta-feira (28) um projeto de R$ 26,4 milhões voltado à produção de biometano a partir de resíduos da indústria sucroenergética.
Batizado de Res2Bio, o projeto terá duração de 42 meses e prevê pesquisas para ampliar a produção de biometano utilizando resíduos da cana-de-açúcar, como bagaço, palha, vinhaça e torta de filtro. Do total de investimentos, R$ 17,2 milhões serão aportados pela Equinor e R$ 9,2 milhões pela Embrapii.
A iniciativa busca desenvolver rotas tecnológicas para aumentar a eficiência da conversão de resíduos orgânicos em biometano, combustível considerado estratégico para a transição energética por poder substituir o gás fóssil sem necessidade de grandes adaptações na infraestrutura existente.
O projeto inclui etapas de pré-tratamento dos resíduos, aprimoramento da digestão anaeróbia, purificação do biogás e avaliação dos impactos ambientais, sociais e econômicos do processo. Segundo as instituições participantes, a proposta também pretende ampliar o aproveitamento energético de resíduos agroindustriais e reduzir emissões de gases de efeito estufa.
A cerimônia de assinatura ocorreu durante a inauguração da nova sede do CP2B, na Unicamp. Além das instituições brasileiras, o projeto contará com apoio de pesquisadores da Universidade de Aalborg, da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida e do Instituto Norueguês de Pesquisa em Bioeconomia.






