da Agência iNFRA
A eletrificação dos caminhões no Brasil ainda é limitada: apenas 0,4% da frota em circulação é elétrica, segundo estudo da Mirow & Co.. A infraestrutura é o principal gargalo. De acordo com o levantamento, o Brasil possui mais de 2.300 estações públicas de recarga rápida, mas poucas são adequadas para caminhões médios e pesados. Em rodovias, a falta de acesso a redes de média e alta tensão dificulta a instalação de carregadores de alta potência.
Para 2030, EPE (projeções da Empresa de Pesquisa Energética) e da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) apontam participação entre 1,9% e até 6%–8%, a depender do cenário. Mesmo assim, o diesel deve seguir dominante, com mais de 85% da frota, segundo a Mirow & Co..
Projetos de reforço de rede e construção de subestações podem levar de seis a 24 meses, conforme as regras da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), o que, de acordo com a Mirow & Co., encarece e retarda a expansão da malha de recarga para o transporte de cargas.
A viabilidade econômica está concentrada em operações urbanas, com autonomia de 100 a 200 quilômetros por carga e retorno do investimento estimado em três a cinco anos, segundo a consultoria. Ainda assim, o custo inicial de um caminhão elétrico é duas a três vezes superior ao de um modelo a diesel, limitando a adoção em larga escala.







