Investimento em cidade com maior nível de saneamento é o triplo de cidade de menor nível

Jenifer Ribeiro, da Agência iNFRA

São investidos R$ 166,52 por habitante em média nas 20 cidades mais bem posicionadas no Ranking do Saneamento de 2023, levantamento com os 100 maiores municípios brasileiros feito pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com GO Associados. 

Em contrapartida, os municípios com as 20 piores posições investem em média R$ 55,46 per capita, aponta a 15º edição, intitulada “Desigualdade de três dígitos: Ranking do Saneamento 2023”. O valor é três vezes maior nas melhores posições.

Essa diferença, segundo o trabalho, é refletida nos índices medidos pelo ranking de abastecimento de água, na perda durante a distribuição, na coleta de esgoto e no tratamento do esgotamento sanitário.

Recomendação maior
Entre 2017 e 2021, o relatório calcula que foram investidos R$ 29 bilhões em saneamento no recorte com as 27 capitais brasileiras. Do valor total, R$ 13 bilhões foram para São Paulo (SP), R$ 1,8 bilhão para Brasília (DF) e R$ 1,2 bilhão para o Rio de Janeiro (RJ).

O ranking aponta ainda que a média investida nas capitais foi de R$ 113,47 por habitante, enquanto os recursos apontados como mínimos pelo Plansab (Plano Nacional de Saneamento Básico) para garantir a universalização dos serviços é de R$ 203,51 per capita.

Segundo o levantamento, as capitais que mais aportaram investimentos foram Cuiabá (MT), com R$ 369,33 por habitante – o município teve a maior variação positiva no ranking em 2023 -, São Paulo com R$ 209,33 por habitante, seguida por Natal (RN) com R$ 187,32 por habitante. 

Atendimento dos serviços
Dentre os 20 primeiros municípios do ranking o atendimento médio de água é de 99,75%, com perda na distribuição de 29,94%. A coleta de esgoto chega a 97,96% e o tratamento do esgoto coletado é de 80,06%.

Cidades localizadas principalmente no Sudeste e Sul estão entre as primeiras colocadas. São oito municípios em São Paulo, seis no Paraná, Brasília (DF) e um em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Tocantins, Paraíba e Bahia.

No final do ranking 79,59% da população tem acesso ao abastecimento de água com perdas em média de 51,3%; 29,25% é atendida pela coleta de esgotamento sanitário e 18,21% disso é tratado, enquanto a média nacional de tratamento de esgoto é de 51,17%.

São Luís (MA), Maceió (AL), Rio Branco (AC), Belém (PA), Porto Velho (RO) e Macapá (AP) são algumas das cidades que apresentam os 20 piores índices de saneamento entre as maiores cidades do Brasil. Dessas capitais, Porto Velho e Macapá estão nas dez últimas colocações do ranking nas últimas dez edições.

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